SINDAE impede entrada de funcionários e descumpre lei durante paralisação no SAAE - Alagoinhas FM

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

SINDAE impede entrada de funcionários e descumpre lei durante paralisação no SAAE

SINDAE impede entrada de funcionários e descumpre lei durante paralisação no SAAE

Na manhã desta quarta-feira (4) os funcionários do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) que queriam iniciar suas atividades foram impedidos de entrar na sede da autarquia por representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente da Bahia (SINDAE). O início da manifestação foi tensa, com episódios de agressão verbal por parte de representantes do sindicado contra colaboradores do setor administrativo da autarquia.
Um dos representantes obstruía o portão de acesso à empresa e informava aos servidores que o acesso só seria liberado após a chegada da direção. “Quando eu cheguei aqui fui impedido de entrar, que só quando a direção chegasse. Mas eu quero entrar e trabalhar. Acho que todo mundo tem direito de manifestar, mas o que não pode é impedir o trabalhador que quer entrar na empresa, aí está errado. Como vamos trabalhar desse jeito? Se a gente tentar entrar aí vai ser vaiado e criticado pelos manifestantes”, relata Telmo Costa, funcionário do setor de contabilidade.
Foto: ASCOM SAAE
A Lei de Direito dos Trabalhadores, nº 7.783, de junho de 1989 dispõe sobre o exercício de direito de greve e define no artigo 6º, § 3º: as manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa. Conforme descrito em lei, os representantes do SINDAE promoveram um ato ilegal, não só pela barreira no portão de acesso, mas também pela intimidação de colaboradores de setores de coordenação e direção do órgão.
Foto: ASCOM SAAE
O SAAE lamenta a atitude agressiva de alguns representantes do sindicato com os funcionários da autarquia que não aderiram à paralisação e se coloca à disposição para negociação pacífica, com intenção de construir uma proposta que seja favorável para os servidores e possível para a autarquia.


Mesmo com a paralisação de 24 horas promovida pelo SINDAE alguns setores mantiveram a normalidade de funcionamento, como medição, cal Center, posto de atendimento, COPEL, SESEG, contabilidade, cadastro, informática, operações e diretorias. Os funcionários da sede que não aderiram a greve precisaram de intervenção da diretoria que negociou a entrada dos colaboradores.

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