Governo incentiva presença de adversários e abstenções para garantir quórum - Alagoinhas FM

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Governo incentiva presença de adversários e abstenções para garantir quórum

Governo incentiva presença de adversários e abstenções para garantir quórum

Na tentativa de garantir quórum para votar logo a denúncia contra o presidente Michel Temer, que será realizada na Câmara nesta quarta-feira (2), o governo começou a estimular até mesmo a presença de deputados contrários ao peemedebista. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, na avaliação do Planalto, não deverão ter 342 votos pela continuidade do processo por corrupção passiva -- diante deste cenário, o objetivo é votar rapidamente a admissibilidade da denúncia, para arquivar o caso. Além da presença dos oposicionistas, os líderes governistas pediram aos parlamentares que ameaçavam faltar que eles também marquem presença, declarando abstenção na hora de pronunciar os votos no microfone, mantendo assim o quórum. Com essa articulação, Temer planeja colocar entre 290 e 300 deputados no plenário, de forma a constranger a oposição a também marcar presença, chegando ao número mínimo necessário para realizar a votação. Caso o plano não dê certo, já que a oposição planeja obstruir a votação, os deputados da base aliada pretendem culpar o PT e outros partidos pelo fracasso da votação, atribuindo a eles a ampliação da instabilidade no país. Mesmo com a postura mais flexível, o Planalto tenta ainda angariar apoios para um placar de 257 votos a favor do presidente, o que corresponde à metade do plenário. Neste sentido, Temer voltou a sinalizar, em conversas recentes, que deve redistribuir os espaços no governo, em troca de aliados à sua defesa. Isso inclui investimento em votos do PSB e PSDB, que aumentaram a oposição ao governo. "Quem está verdadeiramente com o presidente deve votar contra a denúncia", diz o líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE). Em entrevista ao Bahia Notícias, o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS), integrante da "tropa de choque" do presidente, foi mais explícito a eventuais sanções em caso de traição . "Ele tem dez, 12 cargos, e não quer vir, está fazendo opção dele. No PMDB vão ser expulsos". 

Agência Brasil

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