Filho de Caio Jr. nega processo de R$ 30 milhões contra Chapecoense - Alagoinhas FM

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Filho de Caio Jr. nega processo de R$ 30 milhões contra Chapecoense

Filho de Caio Jr. nega processo de R$ 30 milhões contra Chapecoense

O filho do técnico Caio Jr. negou as informações de que a família do treinador, morto em novembro no acidente de avião que vitimou membros da delegação da Chapecoense, entraria com um processo contra o clube pedindo uma indenização de R$ 30 milhões. O jovem afirmou, em entrevista durante a inauguração da Sala de Imprensa Caio Jr., do Paraná Clube, que a quantia não foi discutida com o advogado.

"No momento, nós não temos nenhum processo contra a Chapecoense e o valor que foi falado nós nunca ouvimos falar, nunca pensamos e nem chegamos a falar, nem entre eu e meu advogado. Isso é uma situação que queremos deixar claro, porque às vezes deixa uma imagem errada do que a nossa família é e do que meu pai foi", afirmou Matheus Saroli. Segundo ele, as famílias das vítimas não precisam de uma ação judicial desse porte.

"Vamos emitir uma nota oficial sobre a situação, mas saiu uma notícia que citava que a nossa família, citava o nome do meu pai, tinha entrado na justiça contra a Chapecoense, exigindo um valor altíssimo. Isso não é verdade. É possível que aconteça uma ação contra o clube e contra as partes. Mas esse valor é completamente surreal e isso cria uma imagem ruim para nós. Não é o que a gente precisa lidar neste momento", disse. Matheus havia criticado as homenagens realizadas em Chapecó no primeiro jogo da final da Recopa em um post nas redes sociais.

"Contratação de diretor artístico, patrocínio em carros de corrida, show pirotécnico, salário em dia para os atletas e comissão da tão importante reconstrução do clube. Minha pergunta é: Será que se o clube tirasse o ano, ou o semestre pelo menos para dar atenção única e exclusiva às vitimas teríamos outro cenário? Teríamos outro tipo de atenção da mídia, visando apenas ajudar os que merecem nesse momento? Teríamos o numero de pessoas necessário para ajudar crianças pequenas com tratamento psicológicos e inúmeras outras situações? Teríamos pessoas para resolver toda questão burocrática envolvendo mais de 50 famílias que até hoje não foram todas resolvidas? Mas não, contratar um diretor artístico para uma festa absurda e um elenco inteiro novo é prioridade da reconstrução", escreveu o jovem. Segundo ele, o desabafo foi em nome da memória das vítimas do acidente.

"Eu não acho que estão sendo esquecidos, porque esquecer é impossível. O foco do clube não foi o que, na minha opinião, é primário, que seriam as famílias. Diante de um momento diferente, que nunca aconteceu, com a boa vontade da CBF, a boa vontade da Conmebol, eu acredito que o clube poderia ter lidado com essa situação de uma maneira diferente. As pessoas de fora podem ter uma opinião, as que trabalham no clube hoje também, mas essa é a minha opinião", concluiu Saroli.

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