Presidente do TST, candidato a vaga no Supremo, nega ser machista e homofóbico - Alagoinhas FM

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Presidente do TST, candidato a vaga no Supremo, nega ser machista e homofóbico

Presidente do TST, candidato a vaga no Supremo, nega ser machista e homofóbico



Cotado como um dos possíveis nomes para ocupar a vaga de Teori Zavascki, no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho, afirmou que o artigo escrito por ele em 2012 foi publicado descontextualizado. O ministro foi acusado de ser machista e homofóbico por dizer no artigo que a mulher deve ser submissão ao marido e que relação homossexual é antinatural. Na nota, divulgada nesta quarta-feira (25), o presidente do TST diz que não tem "postura nem homofóbica, nem machista". "Diante de notícias veiculadas pela imprensa, descontextualizando quatro parágrafos de obra jurídica de minha lavra, venho esclarecer não ter postura nem homofóbica, nem machista", diz o comunicado. O artigo escrito por Ives Gandra Martins Filho faz parte do livro "Tratado de Direito Constitucional" (2012), coletânea organizada pelo ministro do Supremo Gilmar Mendes, por Ives Gandra pai e pelo advogado Carlos Valder. Gandra diz que, no artigo, fez uma referência "de passagem, ao princípio da autoridade como incito a qualquer comunidade humana, com os filhos obedecendo aos pais e a mulher ao marido no âmbito familiar, calcado em obra da filósofa judia-cristã Edith Stein, morta em campos de concentração nazista". "O compartilhamento da autoridade sempre me pareceu evidente, tendo sido essa a que meus pais, casados há 58 anos, viveram e a qual são seus filhos muito gratos", afirma. Também salientou que foi relator no TST do processo que garante as mulheres o direito a intervalo de 15 minutos antes de qualquer sobrejornada de trabalho, decisão referendada pelo STF. “As demais posturas que adoto em defesa da vida e da família são comuns a católicos e evangélicos, não podendo ser desconsideradas 'a priori' numa sociedade democrática e pluralista", diz o ministro. Ele, como o pai, é integrante da Opus Dei, uma organização católica ultraconservadora, e diz ser celibatário. No artigo sobre direitos fundamentais, Gandra Filho afirma ser contrário ao aborto, ao divórcio e à distribuição de pílulas anticoncepcionais em hospitais públicos. O presidente do TST é a favor da reforma trabalhista, proposta pelo presidente Michel Temer, quem poderá, eventualmente, o nomear para o cargo. O pai do ministro é amigo de Temer há mais de 40 anos. 


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